Esperar pacientemente
Nossas experiências

Esperar pacientemente

25 maio 2015

maternidade-espera-pacienciaMuitas mamães diriam que “paciência” é uma das maiores virtudes que aprendemos com a maternidade. Só posso reforçar. Mas a “paciência” que aprendemos vai muito além de ser paciente e ter calma com os filhos. Na verdade eu prefiro usar o termo “esperar” ou melhor ainda, “esperar pacientemente”.

Só de pensar em se tornar mãe muitas mulheres já aprendem a esperar. Esperamos ansiosamente a menstruação atrasar para fazermos o teste de gravidez. Então precisamos esperar os infinitos minutos recomendados na bula do teste para vermos o resultado. Quando dá negativo nada mais resta do que esperar o próximo período fértil para começar tudo de novo. E assim algumas mulheres esperam e esperam, mês após mês, até poderem comemorar.

Daí começa uma outra fase. Esperamos ansiosamente a primeira consulta com o ginecologista e o primeiro ultrassom. Olhamos todos os dias a barriga de perfil no espelho e esperamos até que ela comece a crescer. Ou esperamos, no outro sentido da palavra, que demore para perdermos as formas que conhecíamos até então e todo o nosso guarda-roupa. Enquanto os dias passam esperamos o primeiro chutinho e os móveis do quartinho chegarem.

No final da gravidez estamos tão esgotadas que às vezes queremos que tudo acabe logo. Mas precisamos esperar. Esperar a bolsa estourar e as contrações começarem. Sem falar em esperar a bendita dilatação. Ou esperar ansiosamente pela data da cesariana. E quando ouvimos o chorinho do bebê e não precisamos mais esperar para ver seu rostinho, é que começa a verdadeira espera.

Essa parte eu não sabia, mas aprendi o que é realmente esperar após o nascimento dos meus filhos. Aprendi a esperar calmamente até eles terminarem de mamar. Aprendi a esperar eles se acalmarem e pararem de chorar. A esperar eles pegarem no sono no meu colo enquanto observo os olhinhos deles se mexerem cada vez mais lentamente. Aprendi a esperar a cólica passar e a febre baixar. Aprendi a esperar a crise de birra acabar e os gritos pararem, mesmo quando somos o centro da atenção. Aprendi a esperar quase uma hora para eles terminarem de comer e a esperar, pacientemente, eles colocarem o sapato sozinhos, mesmo quando estamos atrasados. Aprendi a esperar meu marido acordar de manhã para que eu possa voltar para a cama.

E assim vai. A lista é tão grande, que estou até com preguiça de continuar.

Relendo o texto para fazer o parágrafo final percebi que usei “aprendi” com muita frequência. Que erro! Das coisas que mencionei não sei quantas realmente aprendi ou quantas estou aprendendo ainda. Talvez “esperar” não seja uma coisa que se aprenda. Fazemos e ponto. Afinal, em muitas situações nada mais resta do que esperar, não é? Então precisamos aceitar e esperar. Ou esperar e aceitar. Hummm, “aceitar”. Taí outra coisa que “aprendi” com a maternidade. Mas vale um novo post 😉

Com carinho, Grazi
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